[sw_livre] Fwd: Acção de Formação / Debate «Alternativas do software livre aos monopólios digitais»

From: António Rebelo <tonho2000_at_gmail.com>
Date: Thu Jul 03 2008 - 12:40:46 WEST

recebido por mail; aqui fica, para quem tiver interesse.

---------- Forwarded message ----------
From: Monde diplo pt <monde-diplo@sapo.pt>
Date: 2008/7/3
Subject: Acção de Formação / Debate «Alternativas do software livre
aos monopólios digitais»
To: portugal@mondediplo.net

INTERNET, INFORMÁTICA E CIDADANIA

Alternativas do software livre aos monopólios digitais

10 e 11 de Julho | Fábrica Braço de Prata - Livraria Ler Devagar | Lisboa

Acção de formação em SPIP (www.spip.net)

10 de Julho | 5.ª F | 18h30

Com a participação de:

Philippe Rivière - jornalista do Le Monde diplomatique e co-autor do
software livre SPIP;

Luís Carlos Feijão - programador informático.

Debate

11 de Julho | 6.ª F | 21h

Com a participação de:

Philippe Rivière - jornalista do Le Monde diplomatique e co-autor do
software livre SPIP;

João Neves - ANSOL;

Inês Pereira - socióloga;

Nuno Teles - economista.

Entrada livre, sujeita a inscrição prévia. Inscrições para
monde-diplo@netcabo.pt.

No final será emitido certificado de participação.

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Os programadores da liberdade

Sociedade em rede e sociedade da informação, eis dois epítetos
comummente utilizados para caracterizar, por um lado, os processos
internacionais de interdependência global – financeira, comercial,
etc. – e, por outro, a comercialização e o fechamento do conhecimento
e da informação. Paralelamente a este processo central na sociedade
contemporânea, encontramos, todavia, um conjunto de movimentos que
propõem a criação de alternativas, entre os quais se destaca o do
software livre.

O software livre pode ser definido como aquele cujo código-fonte está
disponível, sendo possível copiá-lo, modificá-lo e distribuí-lo sem
quaisquer autorizações ou pagamentos adicionais. Ou seja, qualquer
indivíduo na posse dos conhecimentos necessários pode utilizá-lo e
contribuir livremente para o seu desenvolvimento.

O software livre desenvolve-se em rede, numa ampla e complexa rede que
engloba colectivos e indivíduos isolados que contribuem, a partir das
mais diversas partes do mundo, para a construção colectiva de soluções
informáticas. Neste sentido, o desenvolvimento do software livre só é
possível porque existe a sociedade em rede, e porque existem
infra-estruturas tecnológicas que permitem ligar os diversos pontos do
globo entre si, tornando possível o estabelecimento de comunicações
sincrónicas entre um e outro ponto do mundo.

Por outro lado, o software livre baseia-se numa alternativa ao
fechamento da informação. Resulta de projectos individuais e
colectivos, conjugando no seu seio uma multiplicidade de projectos e
motivações. O primeiro tipo de projecto associado ao movimento do
software livre prende-se com as possibilidades de inovação e criação
tecnológica facultadas pelo uso das ferramentas de código-aberto. O
software livre, cujos diversos «membros» elaboram mais ou menos
autonomamente projectos de desenvolvimento, tradução e adaptação
tecnológica, revê-se particularmente na ideia do prazer criativo.
Simultaneamente, a inovação tecnológica surge dotada de sentidos e
significados, incorporando éticas, ideologias e projectos de mudança.
A utilização de software livre reveste-se de um sentido ético e o
projecto do software livre é também um movimento social, construído em
torno da ideia da liberdade, do acesso e partilha da informação e da
independência face a grandes organizações empresariais de tendência
monopolista e a estratégias comerciais que controlam arbitrariamente
as aplicações informáticas disponíveis no mercado. Finalmente, o
software livre está também a tornar-se parte de uma realidade
empresarial, podendo ser também visto como um projecto económico.

O software livre surge assim como um movimento que reage a uma nova
morfologia social e a novas lógicas de dominação, e que constrói
alternativas no seio da sociedade em rede, em torno de uma das suas
questões fundamentais: a circulação da informação, demonstrando que
esta rede tem um imenso potencial disruptivo, e que outras
informáticas são possíveis.

INÊS PEREIRA | Socióloga

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Organização:

Le Monde diplomatique - edição portuguesa | ANSOL | Shift

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Se não desejar receber futuras comunicações da nossa parte
por favor responda a esta mensagem escrevendo REMOVER na linha de assunto.
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Portugal_at_mondediplo.net - http://mondediplo.net/mailman/listinfo/portugal
Received on Thu Jul 3 12:25:00 2008

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