[sw_livre] V Encontro Nacional de Software Livre

From: Pedro Vieira <pvieira_at_dps.uminho.pt>
Date: Fri Apr 20 2007 - 12:39:00 WEST

Bom dia,

sabendo que esta lista não tem responsabilidade sobre este evento,
gostaria de deixar o meu comentário para quem foi ao evento e para quem
não pode ir.

Gostava de salientar as duas únicas apresentações que a meu ver fizeram
com que o evento merecesse a minha deslocação:

Open Source and Freedom: Why Open Standards are crucial to protecting
your linux investment - Dan Kohn
http://www.linux-foundation.org/

LiMux - free software for Munich - Florian Schielbl

No primeiro foi defendida a ideia de unificação do Linux através de
standards. Achei fantástico, porque cada vez mais se assiste a uma
fragmentação de Linux. Hoje em dia não se instala Linux, instala-se uma
distribuição de Linux. E nessa distribuição não posso instalar nada que
seja de outra distribuição. Sim eu posso compilar se tiver o código
fonte, mas pensei que o Linux devia ser para todos, click e já está.

No segundo, o caso Munique, foi apresentado o caso da migração para
software livre. Não como anti-Microsoft, mas como maneira de acabar com
a dependencia relativamente a um único fornecedor. Achei a apresentação
muito bem organizada, e melhor ainda a maneira como essa migração foi
conseguida e não imposta.

Acho que a presença de Marco Santos da Microsoft Portugal podia ter sido
importante, eu pessoalmente gostava de saber qual a posição da Microsoft
relativamente a este assunto. Em vez disso a organização do evento
incentivou a plateia ao sentimento anti-Microsoft. Eu pensei que tinha
ido a um encontro sobre Tecnologia Aberta, e deparei-me com um fórum
anti-Microsoft. Quem pensar que se o futuro das IT está na Tecnologia
Aberta, acredito que esteja certo, mas não pensem que a Microsoft não
terá na devida altura um papel importante neste assunto. Quem quiser
pode dizer mal da Microsoft, pode dizer que é uma empresa monopolista,
pode criticar negativamente como entender, desde que seja feito com
educação. Ou então pode ser inteligente e retirar da filosofia da
Microsoft aquilo que ela tem de bom. Se fossem assim tão feios, porcos e
maus não teriam a cota de mercado que teem. Receio que a inveja seja tão
grande que se perca mais tempo a invejar do que a progredir.

A minha visão de open source, pode estar errada, mas é de que o código
aberto está disponível algures na internet para quem o quiser usar. A
garantia do uso desse código é dada se o suporte/serviço for adquirido.
A liberdade de escolha está em eu poder escolher em usar e decidir se
quero para ou não. Se acho que tenho conhecimentos ou equipa para
suportar esse software. Software Livre não é para estar fechado a 7
chaves num cofre, essa é a definição de software proprietário. Não
encontro em lado nenhum a source do MindTheBox, a versão light do SCALIX
quase que podemos apelidar de freeware, ou versão demo. Código Aberto é
eu poder fazer o download, e alterar de acordo com as minhas
necessidades, ou contratar esse serviço. A resposta que eu ouvi
relativamente a este assunto é que quem já tiver comprado pode
redistribuir-lo. Deve ser piada, porque não é universal. Se eu tiver uma
empresa, e investir em open source, não vou dar aos meus concorrentes
essa vantagem de mão beijada. Eu paguei, e vou deixar que os meus
concorrentes não tenham esse custo?

Relativamente ao Sérgio Amadeu gostava só de dizer que eu posso não ser
muito iluminado, mas não sou estúpido. Ditadores anti-Microsoft como ele
que voltem para o Brasil. Mudar só para não ser Microsoft acho uma
idiotice, mudar como o caso Munique acho uma visão extremamente
acertada. No caso Munique muda-se com o intuito de não se depender de um
fornecedor, seja ele Microsfot, IBM, Novell, ...

Haveria muitas mais coisas a dizer, mas acho que devemos seguir em
frente.Eu sou adepto do software livre, não sou fanático.

-- 
If you love your job, you won’t work a day in your life!

Received on Fri Apr 20 11:33:31 2007

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